quarta-feira, 25 de agosto de 2010

MARIA JOSÉ DE CASTRO LUIZ

MARIA JOSÉ DE CASTRO LUIZ "MARISE CASTRO"

Rogério e amigos do projeto Radiodifusão,

Sou natural de São Lourenço, MG, onde nasci em 11 de fevereiro de 1936.
Sou filha de Eustachio de Castro e Ambrozina Augusta Nogueira.
Nome artístico: “Marise Castro”.

Meu primeiro contato com o Rádio foi na cidade de Juiz de Fora, MG.

Ouvindo a Rádio Industrial, tomei conhecimento que estavam precisando de pessoas para fazer testes para locutores, atores e atrizes; para completarem o elenco do radioteatro da emissora. Então eu me candidatei.

Fui apresentada ao grande radioator e diretor de ensaio, Nathalio Luz.
Fui aprovada e apresentada ao elenco da Industrial, á época, formado por Raimundo de Oliveira, produtor e escritor; Wilka de Oliveira, atriz, esposa de Randal de Oliveira, pianista do Raffas Clube; Sérgio Mendes, locutor; Vera Lúcia, atriz; Waldecy, ator; Fernando Carlos, produtor de novelas e peças teatrais, e também Sebastião Elvécio, esse era pau para toda obra e muitos outros.

Fui morar em Juiz de Fora em 1958, pois meu marido era servidor público do Ministério da Aeronáutica, sendo sempre transferido, ora para uma cidade, ora para outra. Em 1963, trocamos Juiz de Fora por São Paulo.

Nós não tínhamos parada fixa, éramos como ciganos.
Mas ele tinha que cumprir ordens; rodamos muito por esse nosso Brasil afora.
E nesse espaço de tempo minha curiosidade pelo rádio e televisão se aguçou novamente.

Em São Paulo, já havia a televisão. Através de amigos e alguns conhecidos, acabei encontrando a TV-SÃO PAULO, Canal 4, localizada à Rua das Palmeiras, nº 22, hoje, atual TV GLOBO de São Paulo.

Como estavam precisando de “Extras”, hoje em dia “Coadjuvantes”, me apresentei ao diretor de ensaio de tele-teatro, Renan Alves.

Fizeram minha carteirinha com foto e tudo o mais. Então começou minha batalha perambulando pelos estúdios. Fazia ponta aqui, outra ali; eram poucas que tinham falas e daí por diante. Fui batalhando a procura de melhores oportunidades.

Contracenei com Heloisa Mafalda, Tilde Serato, Maximira Figueró ou (Figueredo) e outros mais que não me lembro no momento. Fiquei conhecendo o ator e produtor Walter Avancini, conheci também a Hebe Camargo (no tempo das vacas magras). Ela apresentava um programa de calouros (cantores), patrocinado pela Cera Cristal.

Conheci o Silvio Santos, com aquele programa “Roda Pião”, mas o pião era muito esquisito, parecia ser feito de madeira, tosco e feio. Ele lutava pela audiência. A equipe dele andava pelo comércio angariando prêmios para o auditório. Eu mesma cheguei a assistir a um programa, mas era tudo muito simples.

Fiquei conhecendo o saudoso Manoel de Nóbrega, na “Praça da Alegria” que hoje em dia se chama “A Praça é Nossa”. Um dia o Golias e o Carlos Alberto de Nóbrega estavam ensaiando um quadro para apresentarem na Praça da Alegria, mas faltava um personagem do sexo feminino, então me convidaram para fazer parte, mas eu não achei um pingo de graça no personagem e não aceitei. O Carlos Alberto ficou até meio constrangido. Ele era muito educado, tratava todo mundo muito bem, não descriminava ninguém.

Conheci vários atores, atrizes, cantores, cantoras.
Jair Rodrigues, Simone e outros mais. Todos lutando pelo seu espaço.

Quando a gente ensaiava as peças era pra valer, pois não havia vídeo-tape. Era no tempo em que o mocinho matava mais de dez bandidos com a munição apenas de seis balas no tambor de um revólver.

Saí do Canal 4 um tanto quanto decepcionada.
Arranjei um convite na extinta TV Excelsior. Fui falar com o nosso diretor Renan Alves, ele pediu a minha carteira, rasgou e me entregou apenas minha fotografia. Deu-me vontade de dar um chute na canela dele, pra não dizer outro lugar.

Nesse mundo tudo passa... Só ficaram as lembranças!
Então nesse espaço de tempo, estávamos sendo transferidos novamente para Minas Gerais, cidade das Rosas “Barbacena”, onde estou até hoje.
Nessa época começou para mim mais uma etapa no meio das artes.

Como sempre gostei muito de ouvir músicas e notícias pelas rádios, principalmente notícias da cidade. Comecei a ouvir a Rádio Barbacena, a pioneira da zona da mata.

Eles estavam levando ao ar, o programa “Teatro de Sonhos”, aos sábados às dezesseis horas, e como eu ainda não tinha muito conhecimento com o povo da cidade, fui direto na emissora e me apresentei com alguns scripts nas mãos. Para falar a verdade não me lembro com quem falei só que me levaram até o locutor e ator Sérgio Fernandes.

Lembro que ele se entusiasmava com as peças por ele apresentadas; como ele trabalhava com carinho, com amor, e se dedicava de corpo e alma por tudo que fazia, principalmente com o radioteatro; ele amava a Rádio Barbacena.

Fui me entrosando aos poucos, com todos os integrantes da RB: Nadir da Silveira, grande nome, redigia o jornal falado, escrevia peças e outras coisas mais, tudo passava pelas suas mãos. O rádio para ele era como se fosse um sacerdócio, fazia sol ou chuva lá estava ele como um mastro de um navio a comandar. Eu o admirava muito por isso, carinho, esse amor que ele tinha pela Rádio Barbacena. Ele foi um grande pioneiro como radialista.

Adauto Machado, locutor, mas que grande voz, profissional mesmo.
José Francisco Beraldo Rigotti, também integrava o elenco.
Carlos Alberto Gonçalves Júnior, o Tostão.

Barbosa Silva, ótimo companheiro de luta pelo crescimento da ZYL 8.
Vera Lúcia Gonçalves, secretaria e atriz, até hoje somos amigas.
Luiz Lúcio de Almeida, locutor, repórter e tempos depois Vereador da Câmara Municipal de Barbacena.
Orlando Luiz da Silva, cooperador em tudo que dizia respeito à Rádio.
Cristovam Abranches famoso e bem atualizado no mundo das artes em Barbacena.
Rogério Barbosa, também batalhador e o Osmarino Eustáquio Coelho, o Bolinha.
Conheço também o Sérgio Malta, o atual diretor da Rádio Barbacena, hoje, parceira do Sistema Globo de Rádio.

A Rádio Barbacena teve e tem até hoje grandes radialistas, profissionais mesmo, atores, locutores, jornalistas e diretores. Todos cresceram e crescem com a Rádio Barbacena – A Pioneira das Vertentes.

Acho que se eu tivesse me esforçado mais um pouco, talvez eu pudesse ter sido uma boa atriz, mas eu não levei muito a sério esse lado profissional.

Bem Rogério, o que tenho a dizer a você é isso aí.
Escrevi tanto, mas parece que não escrevi nem a metade. Falei e não disse nada.

A família cresceu, os filhos se formaram e seguiram seus caminhos, meu esposo faleceu, mas continuamos na luta com a graça do Criador do Universo.

A todos vocês muita sorte, saúde e felicidade.
Lutem mesmo pelo idealismo de todos e pelo crescimento da nossa querida Rádio Barbacena.

Deixo aqui, o meu reconhecimento a você Rogério Varandas, pela oportunidade de estar contribuindo em parte com a história da Rádio Barbacena.
Abraços a todos “Marise Castro”.


FONTE
Maria José de Castro Luiz “Marise Castro”
Depoimento em outubro de 2005.

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Manuel Carvalho Caldas.
Rádio Correio da Serra AM.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

HILTON DOS REIS NAVARRO

HILTON DOS REIS NAVARRO

Nascido em Barbacena em 2 de setembro de 1930.
Filho de Hamilton Navarro e Carmen dos Reis Navarro.

Hilton Navarro um dos verdadeiros e até hoje insuperável professor de matemática dos principais colégios de Barbacena, com passagens marcantes pela Escola Preparatória de Cadetes do Ar, Estadual Professor Soares Ferreira, Plínio Alvarenga e Crispim Jaques Bias Fortes. Enfim, um grande matemático.

Um dia, lá pelas décadas de 50 e 60, resolveu fazer rádio. E fez!

Foi parar nos microfones da Rádio Barbacena, como integrante da divisão de esportes na função de comentarista.

Daí por diante ganhou a confiança da administração da emissora além da simpatia dos ouvintes.

Alcançou sucesso ao lado dos companheiros Barbosa Silva, Armando Santiago, Benedito Fernandes Carlos e Odécio Reis.

Também participou como radioator das programações “Cortina Sonora” e “Teatro de Sonhos” sob a direção de Sérgio Fernandes e Nadyr de Silveira.

Trabalhou como ator do GAT – Grupo de Amadores Teatrais de Barbacena, ao lado de Itamar Ribeiro, Dilson Navarro, Adélia Brandão, Georgina França, Therezinha Ribeiro, Max Leandro, Domingos, Antoninho Martinez Stefani e outros mais.

Posteriormente, com a dissolução do grupo, passou a integrar a ATEAB – Associação Teatral de Amadores Barbacenense, fundada por Maria Leite de Castro Coutinho, Itamar Ribeiro e Osmar de Souza Faria.

Hilton Navarro foi, sem dúvida, um dos mais populares nomes que a Rádio Barbacena já teve.

É justo prestarmos aqui uma homenagem de gratidão ao nosso querido professor, radialista e ator Hilton dos Reis Navarro.

Fonte
Carmen Navarro.
Wanda Andrade Navarro.
Laura Andrade Navarro.
Dílson dos Reis Navarro.
Depoimentos ao longo de setembro de 2006.

PRÓXIMA POSTAGEM
Maria José de Castro Luiz “Marise Castro”.
Rádio Barbacena AM.

IVAIR TOLEDO DE PAIVA em entrevista com o Dr. Zézinho Bonifácio.

IVAIR TOLEDO DE PAIVA

Sua entrada no rádio seu deu em 1962, na função de locutor comercial e responsável pela apresentação do programa “Música para Milhões” pela Rádio Correio da Serra.

Com o passar do tempo, sua visão empresarial, e a seriedade com que encarava sua carreira, o levaram a assumir o cargo de Diretor Comercial da RCS.

Durante seus cinco anos de gestão frente a este departamento, implantou uma nova mentalidade administrativa, modernizando os vários setores da emissora, inovando a grade musical da rádio, tornando-a mais moderna e atuante.

Sua garra empresarial continuava falando mais alto, e como num passe de mágica, regularizou toda a situação funcional do cast integrante da Correio da Serra, o que sensibilizou profundamente seus funcionários.

O espírito ousado de Ivair, de forma ousada, fez com que ele partisse para uma reestruturação direcionada ao setor técnico da rádio, através da aquisição de uma área de dez mil metros quadrados, no bairro de Santo Antônio, local onde foi instalada a nova antena e o retransmissor da Rádio Correio da Serra.

Tal iniciativa proporcionou uma maior qualidade sonora, levando as ondas da Rádio Correio da Serra a locais mais distantes, juntamente com uma programação eclética e modernizada.

Mas a preocupação de Ivair Paiva, não era só administrar uma rádio. Os seus olhos também estavam voltados para o jornalismo. Passou então a atuar nas páginas do Jornal Correio da Serra.

Mas foi no rádio que dirigiu e idealizou grandes eventos tais como a cobertura do primeiro aniversário do Ex-Presidente Tancredo Neves, transmitindo todas as solenidades realizadas em São João Del Rei e em Barbacena, comandando uma equipe composta pelos repórteres Luiz Lúcio de Almeida, Walter Antônio Möller e Malu Assis.

Um grande trabalho de reportagem foi realizado junto às autoridades presentes nas duas cidades, entre elas o ex-presidente da República, José Sarney alguns ministros, inúmeros deputados federais, estaduais, senadores da República além da presença do jurista barbacenense Sobral Pinto, homenageado na Câmara Municipal de Barbacena, quando da instituição da Medalha Sobral Pinto, comenda máxima do município de Barbacena.

Em 1986, com o apoio dos repórteres Luiz Lúcio de Almeida e Benedito Souza Fontes, transmitiu de Belo Horizonte, as solenidades de posse do ex-Governador de Minas Gerais, Newton da Silva Cardoso realizadas na Assembléia Legislativa e de transmissão de cargo direto do palácio da Liberdade.

O trabalho desde grande empreendedor no campo radiofônico, sempre alcançou repercussão junto a opinião pública, tanto que foi conduzido por mais duas vezes ao cargo de Diretor Geral da Correio da Serra.

Investiu e dinamizou a emissora, dando-lhe cara nova, condições técnicas plenas de funcionamento, construindo novos estúdios e adquirindo novas aparelhagens, dinamizando sua programação musical, jornalística e esportiva e, principalmente, agraciou seus funcionários com melhores condições de trabalho.

Manteve em sua gestão nomes de relevante importância como, Paulo Affonso “Cachoeira”, Garcia Júnior, Reginaldo Gomes, Tarcísio dos Santos, Jairo César Athademo, Pedro Amaral, Adauto Ayres Machado, Malu Assis, Souza Fontes, Sérgio Luiz Carneiro e outros.

Ivair de Paiva, em sua passagem pela Rádio Correio da Serra, sempre primou pela seriedade profissional e honestidade, preocupando-se com o bem-estar de seus funcionários e ouvintes de forma participativa e imparcial.

Procurou unir seu quadro funcional com a realização de grandes eventos sociais. Amparou, respeitou e se tornou amigo de todos os seus companheiros de microfone.

Ivair Toledo de Paiva ressume o seu princípio de vida dizendo que: “ É hora de recomeçar, não importa onde você parou... em que momento da vida você cansou... o que importa é que sempre é possível e necessário recomeçar. Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo... é renovar esperanças na vida e, o mais importante... acreditar em você mesmo. Sofreu muito neste período? Acredite foi aprendizado... Chorou muito? Foi limpeza de alma... Ficou com raiva das pessoas? Acredite, foi para perdoá-los um dia... sentiu-se só por diversas vezes? É porque fechou as portas até para os anjos...Acreditou que tudo estava perdido? Era o início de sua melhora... Onde você quer chegar? Ir ao alto? Sonhe alto... queira o melhor do melhor... Se pensar pequeno... coisas pequenas teremos. Mas se desejarmos fortemente o melhor e principalmente, lutarmos para o melhor... O melhor vai se instalar em nossa vida. Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura”.

Assim se ressume a figura deste homem, companheiro e radialista Ivair Toledo de Paiva.

FONTE
Ivair Toledo de Paiva.
Depoimento em abril de 2005.
Walter Antônio Möller. Jornalista.
Depoimento em maio de 2005.

PRÓXIMA POSTAGEM
Hilton dos Reis Navarro.
Rádio Barbacena AM.

ELIZABETH DOROTÉIA ARAÚJO