quarta-feira, 23 de novembro de 2011

JOSÉ RUBENS HENRIQUES ALBUQUERQUE


Responsável a partir de 1985, pela programação e esquematização de funcionamento da A.B.C. Rádio e Televisão Ltda - SUCESSO FM 101,7. Foto/Crédito: Bruna Macedo. (Barbacenaonline).

JOSÉ RUBENS HENRIQUES ALBUQUERQUE


A competência jornalísica e o amor ao rádio fazem o dia-a-dia deste profissional de sucesso. Foto/Crédito: Diego Cobucci.

JOSÉ RUBENS HENRIQUES ALBUQUERQUE

Barbacenense nascido em 9 de janeiro de 1962, José Rubens Henriques Albuquerque – um dos filhos do casal Nelson Henriques Braga e Emília da Conceição Braga, é muito mais que radialista. Antes de tudo, ele respira jornalismo de forma inteligente, digna e competente.

Com o especial apoio dos jornalistas Diego Cobucci e Messias Thomáz do Jornal Expresso de Barbacena, vamos conhecer um pouco da caminhada radiofônica do companheiro José Rubens.

Ele conversou com o repórter Diego Cobucci em entrevista transcrita para o projeto “Radiodifusão - A História das Emissoras de Rádio de Barbacena” (Biografiasonline).

Jornal Expresso de Barbacena.
* Por Diego Cobucci.

Ele é uma das conhecidas vozes do rádio em Barbacena e fundou uma emissora. O locutor José Rubens Albuquerque, 51 anos, começou a trabalhar com locução aos 14 anos, ao ser aprovado para um teste na rádio Barbacena. Depois foi trabalhar em Belo Horizonte e voltou à cidade em 1985, para colocar no ar, no dia 15 de novembro, a rádio Sucesso FM, atendendo a um convite do jornalista Hélio Costa.

Com 37 anos de carreira e atual diretor da emissora, José Rubens, que se formou em Mecânica e Direito, se define como um jornalista autodidata. Ele conta que nasceu para ser radialista, carreira sempre incentivada pelo seu pai. Ele revela que até o nome José Rubens foi inspirado em um locutor da rádio Record de São Paulo.

José Rubens, como surgiu o rádio em sua vida?
Caro Diego, eu sempre fui aficionado por rádio. Meu pai, Nelson Faria, que era músico, tocava violão e cavaquinho, foi um dos meus maiores incentivadores. Ele inclusive me batizou com o nome de José Rubens em homenagem a um locutor da rádio Record de São Paulo que se chamava José Rubens. Parece até que o meu destino profissional já estava traçado desde que nasci.

Quando você começou a trabalhar em rádio?
Foi nos anos 70. Em 1974, com 14 anos, participei de um concurso para locutor da rádio Barbacena. Fui aprovado e inicie os trabalhos sob a orientação do locutor e então diretor artístico da rádio, Cristóvam Abranches.

Qual era a sua atuação?
Eu tinha um programa que se chamava “Ritmos e Badalações”, que era transmitido de segunda à sexta-feira, das 13 às 16 horas. Nesse início de trabalho eu contei com a companhia e o incentivo do Rogério Barbosa, que é da minha geração e também já estava trabalhando na rádio. Paralelamente às minhas funções na rádio eu continue a desenvolver minhas atividades estudantis.

Qual a sua formação acadêmica?
O primário estudei na Escola Padre Sinfrônio de Castro, no bairro São José, o ginasial eu fiz no Colégio Promove. O antigo segundo grau eu fiz na Fupac. Lá tinha um curso profissionalizante de mecânico, sonho de todo o pessoal naquela época que era se formar em mecânica e ir trabalhar na fábrica da Fiat em Betim. Também cursei parte do 2º grau no Colégio Estadual e conclui esta etapa em uma escola de Belo Horizonte. Formei em Belo Horizonte, porque fui para lá para trabalhar como locutor de uma rádio. Fiquei lá até voltar para Barbacena para montar a rádio Sucesso. Passado um tempo voltei a estudar em Barbacena, fiz o curso de Direito, mas nunca advoguei.

Como foi a fundação da Rádio Sucesso?
Foi no ano de 1985. Eu estava trabalhando como locutor em uma rádio de Belo Horizonte, quando o jornalista Hélio Costa me convidou para montar a rádio. Então voltei para Barbacena e montamos a Rádio Sucesso.

Você nunca fez curso específico para trabalhar em rádio?
Nunca fiz curso, sou autodidata. Desenvolvi minhas habilidades observando o trabalho de outros profissionais do ramo. O tempo todo estou escutando rádio AM, FM, lendo jornais e acompanhando todas as formas de mídia. Estou sempre prestando a atenção em tudo que acontece. Eu acredito que para realizar bem uma função, ela deve ser feita com prazer. Têm dois slogans que foram usados em campanhas publicitárias que definem bem o que acredito, um dizia: “O prazer de fazer bem feito” e o outro: “Nada supera o talento”.

Como você avalia a qualidade das músicas feitas atualmente, com as do início dos anos 70 quando você começou a trabalhar em rádio?
Como nos anos 70, eu vejo que o campo da música hoje em dia também tem duas tendências. Têm artistas que fazem um tipo de música chamada comercial, uma música que pega o inconsciente coletivo facilmente. São músicas que frequentemente tem refrões fáceis de decorar. Por outro lado têm as músicas mais elaboradas, que são feitas sem ter o compromisso com sucesso em grande escala, atingindo, portanto um público menor.

Você pode dar exemplos destes diferentes artistas?
Como exemplo de músicos comerciais posso citar, dos anos 70, os cantores Wando, Gilliard e Perla, e dos atuais Luan Santana, Michel Telo e Claudinha Leite. Agora como representantes da música de qualidade dos anos 70, cito Pink Floyd, Queen e Beatles, e dos atuais, o Skank, o Jota Quest e a cantora Ana Carolina. Antes de fazer esse grande sucesso nacional, durante um show no restaurante Gino’s il Candelabro, aqui em Barbacena, vi a cantora Ana Carolina dominar um grupo que falava alto com um pandeiro.

Como se deu esse fato?
A Ana Carolina estava se apresentando no restaurante Gino’s il Candelabro no projeto chamado 5ª Alternativa e durante a apresentação dela tinha um grupo de pessoas falando alto, atrapalhando o show. Então ela pegou o pandeiro e na capela com a música, ela conseguiu silenciar aquelas pessoas que falavam alto. Quando a vi tocando, eu falei: ‘essa menina vai fazer sucesso’.

Porque ao iniciar o seu programa “Lentinhas da Hora do Almoço”, na rádio Sucesso, de segunda à sexta-feira, ao meio dia, você sempre traz uma mensagem espiritual?
Eu sou uma pessoa muito espiritualizada. Eu vejo que deus me deu essa missão de levar ao grande público uma mensagem de conforto e estímulo. Sou católico praticante, fui criado em um lar muito religioso. Meu pai Nelson Faria, e minha mãe Emília Braga sempre atuaram muito na igreja, e isso me influenciou muito.

NR-Projeto “Radiodifusão”.
José Rubens foi o responsável a partir de 1985, pela programação e por toda a esquematização de funcionamento da A.B.C. Rádio e Televisão Ltda-Sucesso FM 101,7.

Foi o primeiro locutor/sonoplasta da 101,7 responsável pela leitura do texto oficial de abertura da programação em 15 de novembro de 1985, em solenidade realizada dos estúdios da Rádio Sucesso FM localizados à Rua Joaquim Alves de Oliveira, s/nº, ETA II-Demae, bairo de São José.

Com orientação de Hélio Costa e José Calixto da Costa Filho “Senhor Zézinho” articulou os primeiros passos da emissora ao lado dos “pioneiros 101,7” -> Maria da Glória Poças da Costa, Francisco de Oliveira Filho “Chiquinho”, José Renato da Costa, Vicente Pacelli de Poças, Rogério Varandas, Jairo César Athademo, Gê Menezes, Kémil Acif, José Antônio da Costa, Manoel Antônio da Silva, Mário Villardi Jr, Edson Furtado “Edinho”, Jorge “Técnico”, José Antônio de Souza “Toinzinho”, Pedro Mendes Gurgel “Pedrão” e Dário Fernandes.

José Rubens Henriques Albuquerque iniciou seus trabalhos no ano de 1974, na Rádio Barbacena AM, lá permanecendo até 1980. No período de 1980 a 1984, atuou nas seguintes emissoras: em Juiz de Fora, Rádio Difusora AM (extinta), Rádio Nova Cidade AM, hoje Rádio Globo JF, e como “free lancer” no Departamento de Produção Comercial da TV Globo JF. Em Belo Horizonte na Rede Capital de Rádio, Del Rey FM, hoje 98 FM e Alvorada FM. A partir de 1985, na Rádio Sucesso FM.

FONTE
Entrevista concedida em 10/11/2011 ao jornalista Diego Cobucci.
Jornal Expresso de Barbacena.
Edição: 116. Página: 8.
Coluna “Canal Aberto/Alô Amizade”.
Entrevista (autorizada) e transcrita para o projeto “Radiodifusão” em 16/11/2011 com direção de produção de *Diego Cobucci (Diretor Produtor) do Jornal Expresso de Barbacena.
Apoio documental:
Messias Thomáz (Diretor Editor)
Jornalista Profissional (Registro/MG-07298JP).
Jornal Expresso de Barbacena.
Agradecimento:
Jornal “Expresso de Barbacena” e equipe. jornalexpressobq@gmail.com
Foto/José Rubens Henriques Albuquerque.
Estúdio da rádio Sucesso FM em 21/11/2011.
Crédito: Bruna Mara Macedo.
Portal de Notícias Barbacenaonline. www.barbacenaonline.com.br
Apoio documental (pesquisa/acervo geral)
Rogério Paes Varandas. Radiojornalista.
“ABC Rádio e Televisão Ltda – SUCESSO FM”. Ano: 1985.
Projeto: “Radiodifusão/A História das Emissoras de Rádio de Barbacena”. Ano: 2005.

PRÓXIMA POSTAGEM
Luiz Dias da Silva (Penna).
Rádio Sucesso FM.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

PRISCILLA FRANCIA MAURO


Colaborou escrevendo parte da trajetória radiojornalística da ZYL 8 Rádio Barbacena AM - testemunhando, a força histórica e a credibilidade da emissora mais antiga da cidade.

PRISCILLA FRANCIA MAURO

Natural de Barbacena onde nasceu em 24 de janeiro de 1984.
Filha de Jovino da Silva Mauro e Gracia Francia Mauro.

Fomada em Publicidade e Propaganda na Universidade Presidente Antônio Carlos (UNIPAC/Barbacena) em 2006.

Publicitária, produtora, redatora e locutora.

No exercício do meu trabalho tenho conhecido muitas pessoas interessantes, exemplos de seres humanos. Profissionais com quem eu tive e tenho o privilégio de conviver.
Conheci muitas há mais de 35 anos, outras há mais de 20 anos.

Também colecionei nomes de gerações mais recentes, como é o caso, e que para mim constitui um privilégio: Priscilla Francia Mauro.

Priscilla Francia chegou a Rádio Barbacena AM pelas minhas mãos. Recebi-a de braços abertos. Uma jovem inteligente, meiga, educada e simples.

Integrou a equipe de jornalismo da emissora formada por dezessete membros, dos quais, nove estagiários oriundos dos cursos de Comunicação Social Publicidade e Propaganda, História e Letras da Universidade Presidente Antônio Carlos (UNIPAC/Barbacena).

Irradiando espontaneidade se incorporou às mais variadas propostas do setor de jornalismo.

Especificamente, às necessidades diárias do programa “RB Notícias” na redação, apresentação e comentários de boletins culturais direcionados ao entretenimento e de interesse nacional.

Confesso que, fiquei surpreso com o nível e a qualidade profissional com os quais Priscilla Francia imprimia de maneira brilhante às suas tarefas.

Com destreza, boa cultura e atitudes progressivas colecionou bons momentos ao lado de outros companheiros como Darcy José Emidio, Tatiana Belo Evangelista, Mirian Cristina Nascimento, Patrícia Bonoto, Wagner de Oliveira, Awdy Weyder Resende, Caetano Goulart, Nayra Cristina Anastácio de Paula, Nívea Maria Leite, Millena Fernanda Salles da Rocha, Roberta Barreto, João Raposo, Ângelo Wiermann, Rodrigo Madeira, Wenceslau Resende, Paulo José, Júlio Rocha, Thiago Doumith Oliveira Sobrinho, Claudir José Resende e Osmarino Estáquio Coelho “Bolinha”.

Priscilla Francia enfatiza que, acompanhou os principais momentos revolucionários do radiojornalismo da emissora:

“Ingressei na Rádio Barbacena em 2003, a convite do diretor de jornalismo Rogério Varandas. À época, a emissora era administrada por Danuza Bias Fortes. Tive o privilégio de ter participado de uma proposta audaciosa da Rádio Barbacena que, sob a orientação jornalística de Rogério Varandas mobilizou o setor universitário barbacenense (a grande novidade na época). Passei a vivenciar aspectos novos na área da comunicação além de colocar em prática os ensinamentos universitários. Tudo completamente diferente do que já conhecia no gênero. Aprendi a respeitar a estrutura jornalística da rádio. A respeitar toda uma base já existente do muito que já existia de tradicional. Rogério nos ensinou que existem formas de inovar sem virar as costas para o passado. No compasso do tempo fui aprendendo a importância e a magia da radiodifusão. Aprendi como fazer um rádio com responsabilidade, desprendimento, ética e qualidade no campo do jornalismo radiofônico. Colecionei muitos fatos sobre a história da rádio. Uma experiência muito interessante que relembro com muito carinho. Foi uma honra ter sido lembrada por ele.”

Priscilla colaborou para escrever parte destes momentos especiais iniciados, em setembro de 1999, que, significativamente, deram novas perspectivas ao jornalismo da ZYL 8 hoje, afiliada ao Sistema GloboMinas de Rádio.

De um modo geral, Priscilla Francia Mauro conviveu na Rádio Barbacena com seriedade jornalística. Testemunhou todo o poder, a força histórica e a credibilidade da emissora mais antiga da cidade. Priscilla merece nossos aplausos!

FONTE
Priscilla Francia Mauro.
Depoimento ao longo de setembro e outubro de 2011.
Rogério Varandas. Radialista e Pesquisador.
Banco de Dados:
Programa “RB NOTICIAS”.
Projeto “Radiodifusão – A História das Emissoras de Rádio de Barbacena”.

PRÓXIMA POSTAGEM:
José Rubens Henriques Abuquerque. Rádio Suceso FM.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

ROSEMARY DE CASTRO VALÉRIO SIMÃO


Professora, pesquisadora e locutora responsável pelas execuções ao piano das páginas musicais levadas ao ar pela "RÁDIO PERERECA - A Voz do Brejo". Emissora artesanal (pioneira) montada e coordenada a partir de 1943, pelo barbacenense Iago de Castro Valério.

ROSEMARY DE CASTRO VALÉRIO SIMÃO

ROSEMARY DE CASTRO VALÉRIO SIMÃO

Natural de Manhuaçu, MG, onde nasceu em 4 de abril de 1924.

Filha de José de Castro Valério e Malvina de Castro Valério.

Formada no curso de normalista pelo Colégio Imaculada Conceição de Barbacena. Iniciou-se no magistério lecionando no antigo Colégio Ede, de propriedade da professora Rosina Ede. Estabelecimento de ensino localizado no Edifício Ede, centro, na década de 1940.

Professora de Ciências durante os anos 60, (1961/1983) da Escola Normal Municipal instalada e inaugurada em 7 de maio de 1893, administrada pela Prefeitura Municipal de Barbacena até a sua encampação pelo Governo do Estado de Minas Gerais em 7 de janeiro de 1959, através da Lei nº. 1.882. Hoje, Escola Normal Embaixador José Bonifácio.

Para falarmos de Rosemary de Castro Valério Simão também pianista e pesquisadora musical é preciso recordar que, antes da inauguração da ZYL 8 Rádio Barbacena em 11 de janeiro de 1948, já funcionava em Barbacena uma estação montada de forma artesanal denominada “Rádio Perereca – A Voz do Brejo” criada pelo barbacenense Iago de Castro Valério.

A rádio iniciou as suas atividades em 1943, e teve papel fundamental no desenvolvimento social do município.

Para saber um pouco sobre a primeira estação amplificadora comercial de Barbacena contamos com a narrativa do amigo Jorge Victor Valério Simão, gentilmente cedida ao Projeto Radiodifusão.

Um levantamento que, de forma fantástica, levou Jorge Victor Valério a ficar mais perto desta antiga e fabulosa história. Ele nos revela dados importantes que relembram o caminhar da “Rádio Perereca-A Voz do Brejo”.

Um depoimento emocionante, voltado a homens e mulheres que fizeram parte destes momentos mágicos no decorrer dos anos de 1943 e 1944.

Jorge Victor aproveita a oportunidade para reverenciar sua mãe Rosemary de Castro Valério Simão por ele reconhecida, como o primeiro nome feminino da comunicação radiofônica de Barbacena.

A Jorge Victor o nosso agradecimento pela sua contribuição e a manutenção deste acervo alusivo a mais antiga amplificadora comercial de Barbacena. Com a palavra, Jorge Victor Valério Simão!

“Prezado Rogério,
Vou falar sobre o assunto relatando o que me foi passado verbalmente pela minha falecida mãe Rosemary. Um rápido histórico a respeito das primeiras transmissões radiofônicas feitas em Barbacena. Vamos lá:

Por volta de 1943, no prédio onde hoje, funciona a Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR) funcionava o famoso Ginásio Mineiro que na época, tinha como Diretor meu avô materno Dr. José de Castro Valério.

Meu avô morava com a família em uma casa situada ao lado do prédio principal do Ginásio Mineiro. Eram seis filhos: quatro homens: Cid, Iago, Leon, Marcelo e duas mulheres: Rosemary e Terezinha. Todos já falecidos com exceção de meu tio Leon que vive em Belo Horizonte.

Meu tio Iago que, mais tarde veio a se formar Engenheiro Civil, fazia experimentos com eletricidade e, como era apaixonado por transmissões de rádio, resolveu construir (artesanalmente) um transmissor para a faixa de Ondas Médias.

Naqueles dias só se ouvia em Ondas Médias, emissoras de centros maiores como Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo.

Em Barbacena ainda não existia nenhuma emissora de rádio. Somente alguns serviços de alto -falantes e publicidade como os da loja Cotia, Sapataria Modelo e do Parque de Diversões Sul-Americano. Anos de 1942/43/44/45.

Tio Iago construiu então um transmissor para Ondas Médias cuja freqüência de transmissão não saberia informar.

Confeccionou uma antena que foi colocada nos terrenos do Ginásio Mineiro e após alguns ajustes a "rádio" entrou no ar, e quase todas as noites funcionava transmitindo pedidos de músicas feitos pelos ouvintes. Solicitações musicais que eram executadas ao som do piano tocado por minha mãe Rosemary.

Esta emissora de fundo de “quintal” funcionou com uma boa audiência dentro de nossa cidade por aproximadamente um ano.

Tudo terminou em 1944, quando o Brasil entrou na Segunda Guerra Mundial.

Um belo dia a polícia foi até onde estava o transmissor e confiscou todo o equipamento com a alegação de que poderia ser usado por espiões da Alemanha. Um fato, à época, considerado como absurdo, pois a potência de transmissão não ultrapassava os limites de Barbacena.

Rogério, devido ao tempo que já se foi, eu acredito que poucas pessoas ou quase ninguém se lembre deste episódio.

Iago se formou em Engenharia Civil transferindo-se para o Estado do Rio de Janeiro. Foi eleito Prefeito de Barra do Piraí por um mandato. Mais tarde mudou-se para Niterói, morando por lá até o seu falecimento.

Mas, como dizia minha mãe Rosemary a “Rádio Perereca-A Voz do Brejo” deixou saudades. Um abraço do amigo, Victor Valério”.

Rosemary e Iago obtiveram sucesso numa mostragem de que as nossas lutas dependem do equilíbrio das nossas iniciativas. Transformaram-se em dois grandes personagens da história radiofônica barbacenense, fato que marcou as suas vidas.

Uma conotação identifica a dupla Iago de Castro Valério e Rosemary de Castro Valério Simão com a trajetória de suas vidas: foram dois seres humanos verticais; e essa verticalidade marca está biografia e honra a página que deixaram escritas em suas caminhadas através da estrada da educação, da comunicação, da música e dos encantos da “Rádio Perereca-A Voz do Brejo”.

Souberam tirar proveito das suas ações irradiando o amor. Tiveram coragem cristã, alimentaram sua fé e presenciaram o crescimento e a realidade da sua emissora de rádio. Com esperança e ânimo marcaram uma época!

FONTE
Jorge Victor Valério Simão.
Depoimentos ao longo de 2010 e 2011.
Rosemary de Castro Valério Simão. Foto/Acervo.
Cedida por Jorge Victor Valério Simão em 10/08/2011.
Isabel Cristina Silveira Nusca.
Shirley Adriana de Souza Pereira.
Secretarias da Escola Estadual Embaixador José Bonifácio.
Apoio documental em 13 de julho de 2011.
Homenagem Especial “In-Memorian”
Rosemary de Castro Valério Simão. Professora e pianista.
Iago de Castro Valério. Engenheiro Civil.

PRÓXIMA POSTAGEM
Priscilla Francia Mauro.
Rádio Barbacena AM.