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quinta-feira, 12 de abril de 2012

PAULO JOSÉ DE ANDRADE "Paulinho"


Um dos mais competentes naipes da ZYL 8 Rádio Barbacena AM - hoje, afiliada ao Sistema Globo de Rádio Brasil. Profissionalismo e inteligência em pról da radiodifusão barbacenense.

PAULO JOSÉ DE ANDRADE

Nasceu em Barbacena, MG, em 24 de abril de 1973.

Filho de Sérgio Gonçalves de Andrade e Marta Augusta de Andrade.

Bacharel em Psicologia e radialista.

Iniciou a sua carreira no em 04 de dezembro de 1990, através da ZYL 8 Rádio Barbacena AM (hoje, afiliada ao SistemaGlobo/Brasil.).

Foi convidado a ingressar na emissora pelo seu primo Rildo, funcionário do Clube Barbacenense. Seu primeiro passo para o sucesso foi exercer a função de faxineiro, fato que encarou como desafio rumo ao sonho de tornar-se um dia radialista. Conseguiu!

Amparado pelo diretor administrativo Sérgio Malta, também exerceu as funções de organizador burocrático e de oficie-boy.

Tempos depois assumiu os cargos de sonoplasta, discotecário, produtor de programas e locutor. Sempre produziu e comandou os seus próprios programas.

Paulo José, amparado pelos amigos Sérgio Malta, Osmarino Eustáquio e Carlos Barbosa fez a sua estréia como locutor-animador através do Programa “Domingo Musical”, em substituição a José Fernandes Paraíso que, por motivos de saúde retirava-se do ar.

Em sua caminhada radiofônica sempre colecionou grandes amigos tais como Soldado Valério, Adaulto Ayres Machado, Carlos Barbosa, Tarcisio Duarte, José Fernandes Paraíso e Osmarino Eustáchio “Bolinha”.

Em 2002, Paulo José teve a sua dedicação profissional reconhecida pela Diretora Danuza Carneiro Bias Fortes sendo registrado oficialmente na função de Locutor-Animador.

Mais tarde, idealizou e apresentou os programas “Super Sábado 820” e “Boa Tarde RB”, apoiado pelo diretor artístico Sérgio Assis “Cocada”

Também a partir de 2002, passou a colaborar com o setor de Jornalismo, coordenado por Rogério Varandas.

Visualizando novas perspectivas, Paulo José contribuiu de forma significativa para o desenvolvimento do setor ao lado dos companheiros: Wagner de Oliveira, Darcy José Emidio, Tatiana Belo Evangelista, Miriam Cristina, Patrícia Bonoto, Awdy Weyder Resende, Caetano Goulart, Nayra Cristina Anastácio de Paula, Lívia Maria Faria Leite, Millena Fernanda Salles da Rocha, Roberta Barreto, João Raposo, Ângelo Wiermann, Rodrigo Madeira e Wenceslau Resende.

Paulo José foi o primeiro locutor-noticiarista a apresentar o informativo “O Globo no Ar”, sendo supervisionado à época, pelo diretor das afiliadas do Sistema Globo de Rádio Brasil.

Paulo José possuidor de uma comunicação fácil, peculiar e extremamente educada na lida com os seus ouvintes, tornou-se um especial elo de profissionalismo entre a Rádio Barbacena e a sociedade barbacenense.

Extremamente humano Paulo José enfatiza que:
“A experiência adquirida junto aos microfones da Rádio Barbacena, contribuiu em muito para o meu crescimento como cidadão. Sou sabedor de que, minhas atuações como radialista e, hoje, como Psicólogo, fazem parte de todo um processo somatório em prol de uma sociedade às vezes combalida, carente de dedicação profissional, tanto humano quanto social. Que as minhas atuações ao microfone possam continuar chegando aos lares em forma de esperanças e solidariedade humana. Que eu possa continua sendo útil e solidário através do microfone da Rádio GloboBarbacena-Brasil”.

Desde o ano de 2009, Paulo José de Andrade segue colaborando com os diversos departamentos da emissora, de forma especial, como assessor da área administrativa da Rádio GloboBarbacena-Brasil.

FONTE
Paulo José de Andrade.
Depoimento documental em abril de 2012.
Foto: Paulo José de Andrade. Estúdio da Rádio GloboBarbacena-Brasil.
Projeto Radiodifusão “A História das Emissoras de Rádio de Barbacena”. Apoio documental. Rogério Varandas. Agosto-2005.

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

LUIZ DIAS DA SILVA (Penna)


Talento raro! Trinta e dois anos de estrada jornalística. Uma trajetória que pode ser definida como um passeio por tudo que o jornalísmo tem de bom.

LUIZ DIAS DA SILVA

Quem sou
Meu nome: Luiz Dias da Silva. Mas todos me chamam de Luiz Penna. Nasci no dia 23 de maio de 1964, no município de Antônio Carlos/MG. Meus pais: Nelson da Silva e Hilda Fernandes Araújo.

Sou jornalista, videomaker, projetista gráfico, escritor, radialista, produtor de tv e blogueiro. Atualmente estudo direito e meio ambiente. É bom lembrar que o apelido Penna, se tornou um hipocorístico que me acompanha desde a adolescência.

Durante algum tempo participei do movimento estudantil em Divinópolis. Mas o meu envolvimento na política começou mesmo no início da década de 80, quando era militante do Partido dos Trabalhadores e fazia parte de um grupo formado em Santos Dumont, pelo então deputado federal do PT, Luiz Dulci [que foi ministro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva].

Em 1992, fui um dos principais auxiliares do candidato a prefeito em Barbacena, Fred Ayres, na área de comunicação; quando Ayres se candidatou a deputado estadual (PSB) em 1994, mais uma vez fui convidado para atuar como um dos seus estrategistas de campanha.

Durante um bom tempo assessorei, na área de comunicação, o então deputado estadual Toninho Andrada (PSDB), que hoje é presidente do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE).

O começo
Tudo começou em Santos Dumont, na rádio Cultura AM, comandada pelo radialista Gilberto Freire. Fiz o primeiro teste de locução e passei. No dia seguinte já tinha a função de cobrir os acontecimentos políticos de Santos Dumont.
Aos 19 anos e com muitas idéias na cabeça eu levava na mochila um gravador (enorme e pesado), para produzir matérias para a rádio. Foi um tempo de grande aprendizado.

O meu interesse na área da comunicação cresceu quando fui trabalhar, na década de 80, na rádio Castelo Branco FM, em Divinópolis, onde tive o privilégio de ter como professor o jornalista Flávio Flora, hoje um dos maiores nomes da intelectualidade mineira, que conhece como ninguém os labirintos da mídia e do poder.
Nesta ocasião, convivi com figuras importantes da intelectualidade da cidade. Adélia Prado, Júlio Régis e muitas outras pessoas interessantes preenchiam esse cenário rico de elementos culturais.

Depois de uma boa temporada em Divinópolis segui para Lagoa da Prata para fazer um programa na rádio Tropical AM. Foi muito legal esse período, pois conheci toda a região do Centro Oeste Mineiro.

Período intermediário
No começo da primavera de 1986, deitado na cama de um quarto de hotel em Lagoa da Prata, recebo um telefonema de Roberto Cunha (o todo poderoso do Sistema Regional de Comunicação em Juiz de Fora, me convidando para trabalhar na rádio Manchester FM). Era única FM da cidade com uma audiência de dar inveja. Tempo bom e extremamente criativo. A equipe não poderia ser melhor. Joe, Mirtes, Gil Horta, Magrão, Daniela Merheb, Isabela Ladeira, Guto e eu. Fazíamos um trabalho legal.

Como eu trabalhava das 22h às 2h da manhã na Manchester FM, fui convidado por Beto Lavinas (proprietário de todas as rádios) a fazer um programa em Três Rios (Rádio Regional FM), das 14h às 18h. Era uma correria. Tinha que chegar as 18h30 na rodoviária e pegar o ônibus para Juiz de Fora, para dar tempo de tomar banho, comer alguma coisa e ir para a Manchester FM. Uma loucura. No dia seguinte acordava, tomava café... Dava um tempinho para almoçar e voltava para Três Rios.

Um dia visitando Barbacena resolvi conhecer a mais nova rádio da região das Vertentes, que era a Sucesso FM. Procurei Rubens Albuquerque, diretor artístico, para fazer um teste. Ele me contratou de imediato.

A partir deste momento comecei a ter uma forte relação profissional e política na cidade e nos municípios circunvizinhos. Em Carandaí trabalhei na rádio Fama FM; em São João del Rei fui produtor e locutor da rádio Vertentes FM.

Durante um período fiz alguns programas independentes. Um deles se chamava ZOOM, que veiculou na rádio Sucesso FM no início da década de 90, que apresentava temas do cotidiano: amor, preconceito, corrupção, loucura, meio ambiente e vários assuntos. Entrevistei Frei Beto, João Bosco, Ziraldo, Adélia Prado e mais de 1.000 pessoas.

Dessa experiência eu produzi alguns documentários: “Que país é este?”, 1990; “Movimento Terrestre”, 1991; “Lugar Nenhum”, 1992; e a história do artista plástico italiano Benine, 1993. Todos esses trabalhos tiveram uma ótima recepção por parte do público.

O que teve mais destaque foi o documentário “Movimento Terrestre” [ele foi visto na França, Bruxelas e Canadá], selecionado para representar Minas Gerais na Eco-92, no Rio de Janeiro, entre os mais de cem títulos vindos de várias partes da França e do Brasil.

Rodado e montado inteiramente usando imagens das ruas de Barbacena e das belas paisagens da Serra de Ibitipoca, “Movimento Terrestre” foge das tendências mais voltadas para o cientificismo que predomina nas produções francesas, mas consegue expor com muita clareza quais são os principais problemas ambientais que o homem terá que enfrentar. O corpo de jurados foi composto por Nelson Pereira dos Santos, Ana Magalhães, Grande Otelo, jornalistas e cineastas franceses.

Jornalismo impresso
No jornalismo impresso atuo há 25 anos. Comecei como cronista e ensaísta no jornal Cidade de Barbacena, dirigido por Marcelo Gonçalves, tendo Edson Brandão como Chargistas e Sérgio Ayres como redator. Depois disso colaborei para o mais novo órgão de comunicação de Barbacena, que era o jornal de Sábado.

Em 1995, recebo o convite de Toninho Andrada para trabalhar na 104 FM (tempos depois Show FM, hoje 93,3 FM). A partir daí a minha relação com Toninho cresce e em 1998, ele me faz outro convite. Por sinal bastante desafiador: assumir o cargo de redator chefe do jornal Correio da Serra. Eu aceitei e dei uma virada no conceito editorial e gráfico do jornal.

Depois disso surge um outro convite. Esse mais desafiador ainda: colocar a TV Campos das Vertentes no ar. A primeira emissora com programação local. Topei e fui escalado para ser supervisor geral da TV e editorialista. Essa fase foi maravilhosa. Pois a equipe era top.

Em 2003, a convite de Toninho Andrada, fui para Juiz de Fora dirigir o jornal Correio Mineiro (que circulou durante três anos nas regiões da Zona da Mata e Vertentes); em 2007, sou indicado para dirigir o jornal Correio do Paraibuna em Juiz de Fora (esse jornal fez barulho); em 2009, voltei a assumir o cargo de redator chefe do jornal Correio da Serra, em Barbacena.

Literatura, política e projetos
Já publiquei um livro de contos, que se chama “Mentes Insanas” e produzi vários trabalhos (poesia visual) que expôs em vários lugares. Já produzi mais de 400 ensaios e 300 mini contos. Tenho 350 editoriais escritos (todos publicados em jornais e revistas).

Em 2010, fui candidato a deputado federal pelo Partido Verde. Muita gente ficou surpresa com a minha candidatura, e a questão principal era: “porque esse cara está saindo a candidato a deputado?”. Antes de qualquer coisa, sem ser enfadonho e demagogo, eu queria pensar algo diferente, que ultrapassasse a ortodoxia ideológica vigente.

E para isso me inspirava em autores nobres e profundos. E uma das pessoas que achava legal de ler era Elinor Ostrom, que recebeu o Prêmio Nobel de Economia em 2009. Em sua opinião, a base de uma nova transformação econômica virá de associações construídas através da coletividade.

Vi que esse pensamento ilustrava com dignidade o momento atual, pois sem ele estaremos fadados ao fracasso. Essa virada de página, de uma visão tradicionalista para uma voltada aos benefícios da troca, se faz notar no dia-a-dia. Afinal de contas, vivemos em uma nova era do aprendizado humano, que é o princípio cooperativo.

Esse foi o principal mote que me impulsionou a valorizar projetos relacionados com a arte sustentável, através de uma economia estruturada pelo talento do povo, para conquistarmos de fato a nossa cidadania plena.

Por isso e por outras idéias me lancei a candidato a deputado federal pelo PV, com a proposta de atuar em áreas relacionadas com o conceito de desenvolvimento sustentável, que possam abrir novas modalidades no crescimento coletivo.

Ser candidato foi uma experiência fantástica, pois amadureci e abri um leque de relações pelo estado que me possibilitou a construção de muitas amizades sinceras.
No Rio de Janeiro estou desenvolvendo vários projetos. Alguns na área ambiental e outros relacionados com artes gráficas.
Também mantenho um blog www.luizpenna43.wordpress.com que está hospedado no site do Mundo Mix em Barbacena.

FONTE
Luiz Dias da Silva. Depoimento e apoio documental em 28 de janeiro de 2012.
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Paulo José de Andrade.Rádio Barbacena/Globo AM.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

JOSÉ RUBENS HENRIQUES ALBUQUERQUE


Responsável a partir de 1985, pela programação e esquematização de funcionamento da A.B.C. Rádio e Televisão Ltda - SUCESSO FM 101,7. Foto/Crédito: Bruna Macedo. (Barbacenaonline).

JOSÉ RUBENS HENRIQUES ALBUQUERQUE


A competência jornalísica e o amor ao rádio fazem o dia-a-dia deste profissional de sucesso. Foto/Crédito: Diego Cobucci.

JOSÉ RUBENS HENRIQUES ALBUQUERQUE

Barbacenense nascido em 9 de janeiro de 1962, José Rubens Henriques Albuquerque – um dos filhos do casal Nelson Henriques Braga e Emília da Conceição Braga, é muito mais que radialista. Antes de tudo, ele respira jornalismo de forma inteligente, digna e competente.

Com o especial apoio dos jornalistas Diego Cobucci e Messias Thomáz do Jornal Expresso de Barbacena, vamos conhecer um pouco da caminhada radiofônica do companheiro José Rubens.

Ele conversou com o repórter Diego Cobucci em entrevista transcrita para o projeto “Radiodifusão - A História das Emissoras de Rádio de Barbacena” (Biografiasonline).

Jornal Expresso de Barbacena.
* Por Diego Cobucci.

Ele é uma das conhecidas vozes do rádio em Barbacena e fundou uma emissora. O locutor José Rubens Albuquerque, 51 anos, começou a trabalhar com locução aos 14 anos, ao ser aprovado para um teste na rádio Barbacena. Depois foi trabalhar em Belo Horizonte e voltou à cidade em 1985, para colocar no ar, no dia 15 de novembro, a rádio Sucesso FM, atendendo a um convite do jornalista Hélio Costa.

Com 37 anos de carreira e atual diretor da emissora, José Rubens, que se formou em Mecânica e Direito, se define como um jornalista autodidata. Ele conta que nasceu para ser radialista, carreira sempre incentivada pelo seu pai. Ele revela que até o nome José Rubens foi inspirado em um locutor da rádio Record de São Paulo.

José Rubens, como surgiu o rádio em sua vida?
Caro Diego, eu sempre fui aficionado por rádio. Meu pai, Nelson Faria, que era músico, tocava violão e cavaquinho, foi um dos meus maiores incentivadores. Ele inclusive me batizou com o nome de José Rubens em homenagem a um locutor da rádio Record de São Paulo que se chamava José Rubens. Parece até que o meu destino profissional já estava traçado desde que nasci.

Quando você começou a trabalhar em rádio?
Foi nos anos 70. Em 1974, com 14 anos, participei de um concurso para locutor da rádio Barbacena. Fui aprovado e inicie os trabalhos sob a orientação do locutor e então diretor artístico da rádio, Cristóvam Abranches.

Qual era a sua atuação?
Eu tinha um programa que se chamava “Ritmos e Badalações”, que era transmitido de segunda à sexta-feira, das 13 às 16 horas. Nesse início de trabalho eu contei com a companhia e o incentivo do Rogério Barbosa, que é da minha geração e também já estava trabalhando na rádio. Paralelamente às minhas funções na rádio eu continue a desenvolver minhas atividades estudantis.

Qual a sua formação acadêmica?
O primário estudei na Escola Padre Sinfrônio de Castro, no bairro São José, o ginasial eu fiz no Colégio Promove. O antigo segundo grau eu fiz na Fupac. Lá tinha um curso profissionalizante de mecânico, sonho de todo o pessoal naquela época que era se formar em mecânica e ir trabalhar na fábrica da Fiat em Betim. Também cursei parte do 2º grau no Colégio Estadual e conclui esta etapa em uma escola de Belo Horizonte. Formei em Belo Horizonte, porque fui para lá para trabalhar como locutor de uma rádio. Fiquei lá até voltar para Barbacena para montar a rádio Sucesso. Passado um tempo voltei a estudar em Barbacena, fiz o curso de Direito, mas nunca advoguei.

Como foi a fundação da Rádio Sucesso?
Foi no ano de 1985. Eu estava trabalhando como locutor em uma rádio de Belo Horizonte, quando o jornalista Hélio Costa me convidou para montar a rádio. Então voltei para Barbacena e montamos a Rádio Sucesso.

Você nunca fez curso específico para trabalhar em rádio?
Nunca fiz curso, sou autodidata. Desenvolvi minhas habilidades observando o trabalho de outros profissionais do ramo. O tempo todo estou escutando rádio AM, FM, lendo jornais e acompanhando todas as formas de mídia. Estou sempre prestando a atenção em tudo que acontece. Eu acredito que para realizar bem uma função, ela deve ser feita com prazer. Têm dois slogans que foram usados em campanhas publicitárias que definem bem o que acredito, um dizia: “O prazer de fazer bem feito” e o outro: “Nada supera o talento”.

Como você avalia a qualidade das músicas feitas atualmente, com as do início dos anos 70 quando você começou a trabalhar em rádio?
Como nos anos 70, eu vejo que o campo da música hoje em dia também tem duas tendências. Têm artistas que fazem um tipo de música chamada comercial, uma música que pega o inconsciente coletivo facilmente. São músicas que frequentemente tem refrões fáceis de decorar. Por outro lado têm as músicas mais elaboradas, que são feitas sem ter o compromisso com sucesso em grande escala, atingindo, portanto um público menor.

Você pode dar exemplos destes diferentes artistas?
Como exemplo de músicos comerciais posso citar, dos anos 70, os cantores Wando, Gilliard e Perla, e dos atuais Luan Santana, Michel Telo e Claudinha Leite. Agora como representantes da música de qualidade dos anos 70, cito Pink Floyd, Queen e Beatles, e dos atuais, o Skank, o Jota Quest e a cantora Ana Carolina. Antes de fazer esse grande sucesso nacional, durante um show no restaurante Gino’s il Candelabro, aqui em Barbacena, vi a cantora Ana Carolina dominar um grupo que falava alto com um pandeiro.

Como se deu esse fato?
A Ana Carolina estava se apresentando no restaurante Gino’s il Candelabro no projeto chamado 5ª Alternativa e durante a apresentação dela tinha um grupo de pessoas falando alto, atrapalhando o show. Então ela pegou o pandeiro e na capela com a música, ela conseguiu silenciar aquelas pessoas que falavam alto. Quando a vi tocando, eu falei: ‘essa menina vai fazer sucesso’.

Porque ao iniciar o seu programa “Lentinhas da Hora do Almoço”, na rádio Sucesso, de segunda à sexta-feira, ao meio dia, você sempre traz uma mensagem espiritual?
Eu sou uma pessoa muito espiritualizada. Eu vejo que deus me deu essa missão de levar ao grande público uma mensagem de conforto e estímulo. Sou católico praticante, fui criado em um lar muito religioso. Meu pai Nelson Faria, e minha mãe Emília Braga sempre atuaram muito na igreja, e isso me influenciou muito.

NR-Projeto “Radiodifusão”.
José Rubens foi o responsável a partir de 1985, pela programação e por toda a esquematização de funcionamento da A.B.C. Rádio e Televisão Ltda-Sucesso FM 101,7.

Foi o primeiro locutor/sonoplasta da 101,7 responsável pela leitura do texto oficial de abertura da programação em 15 de novembro de 1985, em solenidade realizada dos estúdios da Rádio Sucesso FM localizados à Rua Joaquim Alves de Oliveira, s/nº, ETA II-Demae, bairo de São José.

Com orientação de Hélio Costa e José Calixto da Costa Filho “Senhor Zézinho” articulou os primeiros passos da emissora ao lado dos “pioneiros 101,7” -> Maria da Glória Poças da Costa, Francisco de Oliveira Filho “Chiquinho”, José Renato da Costa, Vicente Pacelli de Poças, Rogério Varandas, Jairo César Athademo, Gê Menezes, Kémil Acif, José Antônio da Costa, Manoel Antônio da Silva, Mário Villardi Jr, Edson Furtado “Edinho”, Jorge “Técnico”, José Antônio de Souza “Toinzinho”, Pedro Mendes Gurgel “Pedrão” e Dário Fernandes.

José Rubens Henriques Albuquerque iniciou seus trabalhos no ano de 1974, na Rádio Barbacena AM, lá permanecendo até 1980. No período de 1980 a 1984, atuou nas seguintes emissoras: em Juiz de Fora, Rádio Difusora AM (extinta), Rádio Nova Cidade AM, hoje Rádio Globo JF, e como “free lancer” no Departamento de Produção Comercial da TV Globo JF. Em Belo Horizonte na Rede Capital de Rádio, Del Rey FM, hoje 98 FM e Alvorada FM. A partir de 1985, na Rádio Sucesso FM.

FONTE
Entrevista concedida em 10/11/2011 ao jornalista Diego Cobucci.
Jornal Expresso de Barbacena.
Edição: 116. Página: 8.
Coluna “Canal Aberto/Alô Amizade”.
Entrevista (autorizada) e transcrita para o projeto “Radiodifusão” em 16/11/2011 com direção de produção de *Diego Cobucci (Diretor Produtor) do Jornal Expresso de Barbacena.
Apoio documental:
Messias Thomáz (Diretor Editor)
Jornalista Profissional (Registro/MG-07298JP).
Jornal Expresso de Barbacena.
Agradecimento:
Jornal “Expresso de Barbacena” e equipe. jornalexpressobq@gmail.com
Foto/José Rubens Henriques Albuquerque.
Estúdio da rádio Sucesso FM em 21/11/2011.
Crédito: Bruna Mara Macedo.
Portal de Notícias Barbacenaonline. www.barbacenaonline.com.br
Apoio documental (pesquisa/acervo geral)
Rogério Paes Varandas. Radiojornalista.
“ABC Rádio e Televisão Ltda – SUCESSO FM”. Ano: 1985.
Projeto: “Radiodifusão/A História das Emissoras de Rádio de Barbacena”. Ano: 2005.

PRÓXIMA POSTAGEM
Luiz Dias da Silva (Penna).
Rádio Sucesso FM.